A vulgarização da imagem feminina

Por Angela Dutra

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Em pleno século vinte e um, a mulher tem muito a comemorar. A classe feminina de um modo geral conquistou sim direitos sociais, espaço no mercado de trabalho, avanço significativo no aspecto profissional e intelectual, porém diariamente mulheres de todas as idades, raça e cor, são expostas às humilhações das mais vis e inimagináveis.

As mulheres ainda são desvalorizadas, sofrendo diversos tipos de preconceitos e violências, dentre elas as físicas, psicológicas e morais, pois ela é fruto de uma sociedade machista, tornando-se em muitos momentos objeto de consumo, usada para estimular o comércio e ser ela mesma comercializada.

Basta ligarmos a televisão em horário nobre e analisarmos as novelas, os programas de entretenimento, os filmes, as letras e coreografias de músicas que fazem sucesso popular e os comerciais que vão de marcas de chinelos até as poderosas marcas de cervejas, numa exacerbada banalização da figura feminina, onde o corpo virou símbolo nacional.

É vergonhoso e lamentável a imagem da mulher ser reduzida às suas genitálias. Pior ainda é ver a mídia explorar esse caráter sexual, contribuindo exageradamente para a erotização infantil e a vulgarização da sexualidade, tornando-a objeto de desejo a ser consumido desde muito cedo, fazendo com que o afeto seja erotizado através dos movimentos, da vestimenta e da maneira como se comportam. Uma liberdade conquistada, que com o passar dos anos, acabou sendo confundida com libertinagem.

Num passado não tão distante, as mulheres daquela época, que seduziam de forma sensual, deram lugar à outra mulher... Desta vez, uma que sensualiza de forma vulgar e ainda dançam ao som das músicas que mais as sujam.

 

Popozuda, pirigete, cachorra, loira burra, pocotó, negra do cabelo ruim, são apenas alguns dos adjetivos que boa parte das mulheres resolveram aceitar caladas e conformadas, tragicamente desrespeitadas numa triste e brutal realidade: a degradação e a inversão dos valores.

Perguntas que não querem calar: Onde foi parar a dignidade das mulheres, a conscientização e responsabilidade delas sobre o assunto?

O que pensar e dizer dessa forma moderna de prostituição, onde o sexo é vivido sem amor, sem respeito e sem compromisso?

A Palavra de Deus alerta pesadamente para os perigos dos pecados da carne. “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo”. (1ºCoríntios 3.16 e 17)

As verdadeiras virtudes, lutas e histórias das mulheres ficam escondidas atrás do novo conceito da imagem da mulher na sua relação entre o sexo e a mídia. O abuso da imagem das mulheres em trajes mínimos, a exposição do corpo e a repetição insistente da pornografia disfarçada nas aberrações visuais, aponta para o escárnio da beleza e o encantamento que a própria Bíblia diz existir na mulher e na sexualidade.

Aqui fica nítido, que o amor proveniente de Deus, aquele que nos leva a valorização da essência feminina segundo a criação d’Ele, não interessa aos meios de comunicação e a uma parte da sociedade ao qual pertencemos, porque esta não é vendável e nem comercial.

Precisamos urgentemente rever nossos princípios e valores, reconstruir um processo que prima pela verdadeira identidade da mulher, atentando para a sexualidade descrita na palavra de Deus, pois esta sim, não se volta para a ideia da exposição através das roupas decotadas e ofensivas à modéstia, às imagens sensuais em anúncios de outdoors, às palavras indecorosas nas revistas de moda feminina, aos programas televisivos indecentes, às insinuações que geram conformismo com o que está aí, e prazer com sabor do pecado.

Entender o plano de Deus para a mulher, não se faz apenas com religiosidade e sim com os princípios e conselhos que regem a vida como um todo. Salomão expressou isso de forma muito contundente. “Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada". (Provérbios 31:30).

Que Deus nos leve a uma profunda repugnância, contra toda a manipulação e desmoralização da espécie humana, refletida através da figura da mulher.

 

Angela Dutra - Jornalista, Cantora e Educadora Cristã

angeladutrajor@hotmail.com

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